5 de abril de 2011

O Papa Bento XVI reconhece dignidade e valentia dos japoneses diante do terremoto.

     
     Bento XVI reconheceu hoje a "dignidade e a coragem" com que os japoneses estão enfrentando o desastre do terremoto e do consequente tsunami, e incentivou as operações de socorro.
   No encontro dominical por ocasião do Ângelus, o Santo Padre confessou que as imagens podem ser vistas na televisão "impressionaram profundamente a todos nós".
  "Renovo a minha proximidade espiritual ao querido povo deste país, que, com dignidade e coragem, está enfrentando as consequências destas calamidades", disse o Pontífice, dirigindo-se aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano.
  "Rezo pelas vítimas, por suas famílias e por todos os que sofrem por causa destes terríveis acontecimentos. Encorajo todos aqueles que, com louvável rapidez, estão se comprometendo para levar ajuda. Permaneçamos unidos na oração. O Senhor está ao nosso lado!", concluiu, falando da janela dos seus aposentos.
    Neste domingo, em todas as igrejas católicas do Japão, foi lançada uma campanha de solidariedade a favor das vítimas, segundo anunciado pelo Pe. Daisuke Naru, diretor executivo da Cáritas Japão.

Fonte: Zenit

Coração de pedra, coração de carne...

       O período da Quaresma, que a Igreja vivencia como preparação para a Páscoa, é um tempo favorável para que as pessoas se vejam, em seu estado de indiferença ou identificação, diante de Deus e de seus semelhantes. Por sua natureza, a Quaresma propicia aos cristãos a oportunidade de se colocarem em atitude de vigilância, oração e conversão; a caminhada quaresmal deve vislumbrar uma mudança de conduta nas relações entre as pessoas, bem como uma mudança de atitude em sua comunhão com Deus.
O profeta Ezequiel, cuja palavra a Igreja proclama nas celebrações penitenciais da Quaresma, utiliza a expressão “coração de pedra” e “coração de carne”, ao se referir à indiferença ou à sensibilidade que as pessoas manifestam, em seu modo de agir, diante do próximo, o que, por si, já revela a sua proximidade ou a sua distância de Deus. “Eu vos darei um coração novo e porei em vós um espírito novo. Removerei de vosso corpo o coração de pedra e vos darei um coração de carne. Porei em vós o meu espírito e farei com que andeis segundo minhas leis e cuideis de observar meus preceitos, habitareis na terra que dei a vossos pais. Sereis o meu povo e eu serei o vosso Deus.” (Ez 36,26-28) O coração de pedra e o coração de carne têm linguagens diferentes, obviamente; são muitas e grandes as diferenças entre alguém que tem coração de pedra e outrem que tem coração de carne. Deus é o primeiro a identificar essas diferenças, porém as pessoas as percebem, no mundo das relações humanas.
        As marcas do coração de pedra são visíveis na vida das pessoas porque, normalmente, ferem a justiça que é vista no plano religioso, como virtude, e na esfera social como valor fundamental que norteia as relações pessoais e institucionais. O indivíduo que tem um coração de pedra é sempre um injusto. São inúmeras as situações de injustiça nas relações interpessoais, em razão da perversidade praticada, como a autoridade prepotente que age com arbitrariedade; o “assassino de aluguel” e o mandante do crime, para os quais a vida não tem o mínimo valor; o agiota explorador que suga o sangue de quem está economicamente desestruturado; o corrupto esperto que causa um incalculável prejuízo social; o pedófilo, com rosto de amigo, que vitima inocentes; o filho insensível que deixa os pais em situação de abandono. Há muitas outras expressões desse coração de pedra no mundo das pessoas. Em qualquer situação ou circunstância, quem tem coração de pedra desvia-se dos caminhos retos de Deus e envereda pelas estradas tortuosas da maldade.
        Outra é a linguagem do coração de carne. Falar de coração de carne é falar de humanização, solidariedade, fraternidade, voluntariado, comunidade, verdade, respeito, dignidade, ética, espiritualidade e muitos outros valores que dão sentido à vida e à convivência. O coração de carne sempre coloca o ser humano, positivamente, numa perspectiva de abertura, ao se relacionar com seus semelhantes. Nada ao seu redor lhe é indiferente, notadamente, quando encontra dificuldades e necessidades na vida de pessoas que entram em sua história, permanente ou episodicamente.
O profeta Joel, por sua vez, fala da mudança do coração, como elemento de conversão ao Senhor e ao próximo: “Rasgai vossos corações, não as roupas! Voltai para o Senhor vosso Deus, pois ele é bom e cheio de misericórdia.” (Jl 2,13) O rito exterior de rasgar as roupas, como se fazia, diz pouco quando não acompanhado da mudança no coração. Rasgar o coração implica em mudança de sentimento, palavra e atitude, perante Deus e a comunidade. 
     A Quaresma é um tempo oportuno para que os cristãos mudem seu coração de pedra em coração de carne.

 Dom Genival Saraiva de França é Bispo da Diocese de Palmares - PE; Secretário da Conferência Nacional de Bispos Regional Nordeste 2 (CNBB NE2), Responsável pela Comissão Regional de Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz; Diretor presidente do Conselho de Orientação do Ensino Religioso do Estado de Pernambuco (CONOERPE); Membro efetivo do Conselho Econômico da CNBB NE2.

4 de abril de 2011

Oração à Irmã Dulce

Senhor Nosso Deus
Recordando a vossa Serva Dulce Lopes Pontes,
Ardente de amor por vós e pelos irmãos,
Nós vos agradecemos pelo seu serviço a favor dos pobres e dos excluídos.
Renovai-nos na fé e na caridade,
E concedei-nos a seu exemplo vivermos a comunhão
Com simplicidade e humildade,
Guiados pela doçura do Espírito de Cristo.
Bendito nos séculos dos séculos.

Amém

O Anjo Bom da Bahia'

(Ir. Dulce juntamente com Madre Teresa de Calcutá)

       Já foi apresentado o projeto oficial da cerimônia de beatificação da religiosa baiana, na sede da instituição, no Largo de Roma, em Salvador, na Bahia. 
     Já oficializada pelo Vaticano, a beatificação de irmã Dulce vai acontecer no dia 22 de maio, às 14h, no parque de exposições. Além de uma missa, o evento vai contar com a exibição de dança música e teatro, relembrando a história da religiosa.
   A previsão da igreja católica é a de que 60 mil pessoas comparecem a cerimônia, que terá o cardeal Dom Geraldo Magella como delegado papal e representante do papa Bento 16.

Santa 
     O status de beata é considerado o primeiro passo para que a religiosa seja considerada uma santa - algo que depende do reconhecimento de um segundo milagre.


Para comunicar graças alcançadas sob a intercessão de Irmã Dulce e mais informações:
Obras Sociais Irmã Dulce - Assessoria de Memória e Cultura
Av. Dendezeiros, 161 - Largo de Roma
40.420.000 – Salvador – Ba
Tel.: (71) 310-1115/ 310-1108
e-mail:
beatificacao@irmadulce.org.br/ comunicacao@irmadulce.org.br




Paz Inquieta...

“Eu trago esta paz inquieta, feita de trevas e de luz

Desde que eu sigo os caminhos de um profeta chamado Jesus

Na treva eu me sinto inquieto, na luz eu me sinto capaz

E pelos caminhos do mundo eu sigo inquieto, mas vou em paz
Inquieto pelo inocente, pelo culpado também

Triste por ver tanta gente que não sabe o que a vida contém

Inquieto pela injustiça, que eu vejo aumentar e doer

Inquieto por esta cobiça, que não deixa o meu povo crescer
Em paz pelos homens justos, que por saber e sonhar

Pagam com preço de sangue a coragem de não se calar
Em paz pela esperança, que faz esta vida valer

Em paz por quem nunca se cansa de os caminhos da paz percorrer
Em paz pela juventude, pelos adultos também

E por aquelas virtudes que meu povo nem sabe que tem

Inquieto por tanta gente que não se inquieta jamais

E pelos caminhos do mundo eu sigo inquieto, mas vou em paz”
Padre Zezinho